Crédito das fotos: Karen R. Igari

Crédito das fotos: Karen R. Igari

terça-feira, 10 de junho de 2014

"Abraço" - Da série 'Um lugar, uma história'

Em inglês, italiano, turco, alemão, as formas de escrever e de pronunciar são diferentes, mas o gesto, esse é universal, abraço. Simples e democrática forma de comunicação, melhor que qualquer discurso ou elogio, abraçar é usar as mãos e os braços para nos aproximar do outro.
Manifestar o que é preciso, sem dizer nada. Fazer uma declaração de amor, de amizade, de consideração.

Há muitos tipos de abraço, todos valiosos. Há abraços que dizem "você é como um irmão"; "conte comigo"; "eu posso lhe proteger"; "parabéns, estou orgulhoso de você". Há abraços fortes, suaves, abraço de mãe, abraço tamanho família, abraço que amassa roupa. Desses assim que o Caetano gosta de mandar.

Seja qual for o sentido ou a intenção, a medicina comprova, para as doenças da alma, do coração, o abraço cura mais que remédio. E não tem contraindicação. Libera uma substância chamada ocitocina, também conhecida como o hormônio do bem-estar. Aumenta a felicidade, baixa os níveis do stress, diminui a pressão arterial e a ansiedade. Assim é estar tão perto de alguém num abraço, é muito saudável.

Então, se o abraço faz tudo isso, já pensou se em vez de brigar no trânsito, de se zangar com o colega do lado, de virar a cara envergonhado, fingir que não viu, você sair por aí disposto a dar mais abraços? Se faltar coragem comece com as crianças, depois abrace os que já viveram o suficiente para entender que em vez de muros é preciso construir pontes entre as pessoas

Abrace os amigos, os colegas de trabalho, até que um dia você vai perceber, talvez não tenha mudado o mundo, mas o ambiente ao seu redor ficou mais leve. Por causa dos abraços que você deu e recebeu de volta.


(Rosana Valle - TV Tribuna)

Foto tirada em Caraguatatuba
Foto tirada em Caraguatatuba, em 06/2011.