Crédito das fotos: Karen R. Igari

Crédito das fotos: Karen R. Igari

sábado, 23 de janeiro de 2016

O poder que damos ao outro

Pois é. Não estou aqui querendo fazer discursos bonitos, nem mesmo tentar convencer alguém, mas será que realmente importa o que os outros pensam ou falam a nosso respeito?! Até que ponto a opinião alheia nos afeta? O quanto que permitimos que os achismos dos outros influenciem em nossa vida, nas nossas decisões e no jeito de sermos? Será que não estamos dando importância e crédito demais àqueles que nem sabem onde o nosso sapato aperta? Afinal, somente você sabe o que, o quanto e como sente.

O engraçado é que mesmo nos questionando e nos irritando sobre essa interferência alheia que, por sinal, permitimos, continuamos a agir da mesma maneira, ou seja, dando essa liberdade, mas nos incomodando com essa intrusão.

No meu ponto de vista e por experiência própria, quando damos esse poder às pessoas, reforçamos nossa insegurança e, consequentemente, não nos deixamos guiar pelas nossas intuições ou por aquilo que acreditamos e queremos muito. O que antes era algo certo e possível, ao passar pela visão de mundo do outro se transforma num projeto duvidoso e, até mesmo, impossível. E sabe o que é pior nisso? Se após passar por essa avaliação e esse achismo, mudamos nossa rota, endossando a crença alheia... Será que em algum momento da sua vida, isso já lhe aconteceu?

Que o outro vá opinar, comentar, criticar ou apoiar, duvidar, questionar, agourar ou abençoar, enfim, quantos “ar” você já tenha presenciado e sentido na pele, isso é fato, mas não importa! Realmente, jamais teremos controle sobre os pensamentos e discursos dessas pessoas em relação a nós, mas dar-lhes poder, a um ponto de nos perdemos em nossa jornada e assumirmos algo que no fundo não queremos ou, ainda, desacreditarmos num projeto, é uma decisão que cabe somente a nós. Entende?!

Então, por que não dar um voto de credibilidade a si mesmo? Por que não “se dar apoio”? Por que não ser mais leal a você? Se for para dar em merda (desculpe pela palavra, mas não achei outra que expressasse melhor), pelo menos, foi consequência de uma escolha sua, de algo que você queria e acreditou.

Agora, deixar de ser e de viver ao seu modo, por temer o olhar e as críticas do outro é como permitir que um estranho entre na sua casa, faça as mudanças que bem quiser sem levar em consideração a sua personalidade, o que você precisa e o que você quer, e, mesmo incomodado e insatisfeito, você resida e viva assim.

A casa é sua. A vida é sua. É você! Ninguém vai e nem deve se responsabilizar por você. Por isso, se for para ter a sua assinatura embaixo, que seja por aquilo que você acredita e almeja. Não é fácil, é claro, mas eu estou tentando. E confesso que, até então, essa foi a melhor decisão que já tomei, porque me sinto muito mais leve e em paz comigo mesma...

E você, não quer tentar também?


Um forte e afetuoso abraço, fica com Deus...

(Karen Igari)

Foto particular - KRI: foto tirada em Minas Gerais
Foto tirada em Minas Gerais, em 03/2014.