Crédito das fotos: Karen R. Igari

Crédito das fotos: Karen R. Igari

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

"De quem é a culpa?!"

Às vezes, somos guiados cegamente pelo nosso ego. O famoso “Quem você pensa que é pra falar assim, assim e assado?”, “Porque eu sou...!”, “Porque eu faço...!”, “Por que você está errado...!”, “Porque você me prejudicou!”, “Porque você deveria ter agido assim!” e outros discursos que você já deve ter escutado, falado ou pensado.

Em determinadas situações, até podemos estar com a razão, mas e quando não estamos? E quando deixamos nosso ego falar por nós? Até que ponto é responsabilidade do outro? E é responsabilidade do outro mesmo? Será que não estou colocando a culpa em outra pessoa, por que, na verdade, eu é que não quero assumir? Será que não estou me apropriando do papel de vítima, já que as vítimas são sempre as injustiçadas? Como será que anda o nosso umbigo, bem, obrigado?!

Pois é, é tão confortável e cômodo sentir-se seguro, ser dono da situação e ter o que se quer ao seu alcance, mas quando somos desafiados a sair da nossa zona de conforto, quando precisamos colocar o pé pra fora da linha que estabelecemos, pronto! A culpa é sempre do outro. E por quê? Porque é bem aquela história: “Eu estava bem, tranquilo no meu canto, fazendo minhas coisas, na minha “zona de conforto” e aí fulano aparece, obrigando-me a fazer algo a respeito. A culpa é de fulano, é claro!”.

Ops! Quantas vezes seguimos essa linha de raciocínio?! Embora seja mais fácil jogar a responsabilidade no outro, vestirmos a roupa clássica da vítima injustiçada só servirá para enganar a nós mesmos (e olha que fazemos isso muito bem!), além de atarmos as nossas próprias mãos, propositalmente. E é isso o que queremos? Posicionarmo-nos como vítimas das circunstâncias, que só reclamam, apontam para o outro e nada podem fazer?

Preste atenção com o que anda acontecendo com você. Atente-se como você tem agido diante dos “imprevistos”. Note seu comportamento com as pessoas. Verifique se realmente não há nada que possa ser feito. Será que é culpa do outro mesmo? Será que não é responsabilidade sua? Seja honesto consigo, sem dó, sem amenizações, sem passar a mão na própria cabeça. Analise friamente com muita sensatez e discernimento.

É difícil, mas é muito importante, porque quando abandonamos a posição de vítima e adotamos uma postura mais ativa, percebemos o quanto que nos enganamos, que somos injustos com os outros e o melhor: que podemos fazer algo! E isso é incrivelmente libertador!

Além disso, passamos a ser o protagonista da nossa vida, quem escolhe o que quer e o que não quer, o que acolher e o que abandonar, o que gosta e o que não gosta, o que aceita e o que não aceita, o que faz, porque acha certo e o que não faz, porque não acha certo, o que vai, porque quer e o que não vai, porque não quer, ou seja, assumimos e nos assumimos com maior maturidade, honestidade, responsabilidade e segurança. É tomar as rédeas da nossa própria vida... Pense nisso...

Um forte e carinhoso abraço...

(Karen Igari)

Foto particular - KRI: foto tirada em Atibaia
Foto tirada em Atibaia, em 02/2016.